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Jurisprudência

STJ e os limites do consignado: as decisões mais recentes

O Superior Tribunal de Justiça tem produzido, nos últimos anos, um conjunto relevante de decisões sobre os contornos da contratação de empréstimo consignado, sobretudo no que diz respeito a margens, mínimo existencial e revisão contratual. Esta análise consolida os pontos mais relevantes para a prática.

Margem consignável e mínimo existencial

Embora a legislação estabeleça percentuais de margem (35% para consignado tradicional e parcelas adicionais para cartão consignado), o STJ tem reconhecido que esses tetos não podem comprometer o mínimo existencial do consumidor — conceito que ganhou força com a Lei do Superendividamento.

Renegociação forçada e suas limitações

A jurisprudência tem reiterado que a refinanciação sucessiva sem efetiva quitação dos contratos anteriores pode caracterizar prática abusiva, especialmente quando aliada a juros progressivamente mais altos e à perpetuação da margem comprometida.

O ônus probatório nas ações revisionais

O Tribunal tem mantido linha estável quanto à distribuição do ônus probatório: cabe ao consumidor demonstrar o fato constitutivo do seu direito, mas a hipossuficiência técnica autoriza a inversão em casos de relação consumerista, conforme o art. 6º, VIII, do CDC.

Mateus Alexandre

Mateus Alexandre

Advogado com atuação exclusiva em direito bancário, defendendo pessoas físicas e jurídicas em conflitos com instituições financeiras.

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